Reflexão sobre a Proteção Familiar e Patrimonial

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Resolvi escrever este texto em função do recente falecimento de um cliente, que cerca de dois meses antes me questionou se deveria manter o seguro de vida que tinha conosco.

Um empresário jovem, com dois filhos com menos de 10 anos e em fase de formação de patrimônio. Em função desse histórico disse que não deveria cancelar o seguro, com capital de R$ 500 mil. Apesar de tê-lo convencido a não cancelar, fiquei na mente que este assunto retornaria mais a frente.  

Cerca de dois meses após esta conversa, sofreu um acidente de motocicleta e faleceu. Como possuía a cobertura de indenização especial por morte acidental (IEA), o capital foi pago em dobro e a família recebeu R$ 1 milhão.  

Tenho certeza de que valor algum repara essa perda, mas o seguro de vida irá garantir a educação dos filhos e mais segurança para a família se restabelecer.   

O seguro de vida é uma das formas mais responsáveis e eficazes de proteger quem você ama e o patrimônio que você construiu com tanto esforço. Muitas pessoas associam o seguro de vida exclusivamente à morte, mas ele vai muito além disso: trata-se de um instrumento de proteção financeira contra imprevistos que podem impactar diretamente a estabilidade da família. Realidade do acesso no Brasil

Cerca de apenas 18% da população brasileira adulta possui um seguro de vida, sendo que a maioria (58%) desses seguros são coletivos, ou seja, contratados por empresas para seus colaboradores. Sendo, na maioria, em função de acordos coletivos de trabalho, que não possuem uma cobertura adequada para a realidade dos colaboradores. A baixa adesão está ligada ao desconhecimento, a percepção de que o seguro é caro e a processos de contratação burocráticos.

Nos EUA, 90% da população tem um seguro de vida, sendo em muitos casos contratados logo após o nascimento (no Brasil isso não é possível, pois até 14 anos só se cobre as despesas com funeral).

A falta de um seguro de vida transfere para o indivíduo e sua família a responsabilidade integral por custos que vão da reabilitação a perda de renda, em um cenário em que apenas 20% dos brasileiros se sentem financeiramente preparados para lidar com emergências graves.

Muitas pessoas acreditam que seguro de vida é algo caro ou inacessível, mas hoje é possível contratar um seguro por menos de R$ 10,00 e ter um capital de R$ 1 milhão por menos de R$ 100,00 (dependendo da idade e das coberturas escolhidas).  

Imprevistos acontecem — e ninguém está imune

Acidentes, doenças graves, invalidez permanente ou temporária… são situações que podem acontecer com qualquer pessoa, em qualquer fase da vida. E quando isso ocorre, além do abalo emocional, é comum surgirem despesas inesperadas, perda de renda e até o risco de comprometimento do padrão de vida da família.

É aí que entra o seguro de vida. Ele não evita que o imprevisto aconteça, mas garante que, caso ocorra, você e sua família estarão financeiramente amparados.

Mais do que proteção em caso de falecimento

O seguro de vida moderno oferece coberturas que vão muito além da indenização por morte. Entre as principais, destacam-se:

  • Invalidez permanente total ou parcial (por acidente ou doença).
  • Doenças graves, como câncer, AVC, infarto, entre outras.
  • Despesas médicas, hospitalares ou odontológicas emergenciais.
  • Diárias por incapacidade temporária, garantindo renda enquanto o segurado se recupera.
  • Assistência funeral, aliviando a família de gastos e preocupações num momento delicado.

Essas coberturas são fundamentais para preservar o patrimônio, evitar dívidas e manter a qualidade de vida da família mesmo diante de adversidades.

Sucessão Patrimonial

Sem planejamento, o processo de inventário no Brasil pode comprometer até 40% do valor do patrimônio envolvido, dependendo de diversos fatores como o Estado onde se processa, o valor dos bens e se o processo é judicial ou extrajudicial. Os principais custos que compõem esse percentual são os impostos (ITCMD – varia de 2% a 8%), honorários advocatícios, custas judiciais, além de uma eventual perda patrimonial para arcar com as despesas do inventário. Neste contexto, um seguro de vida:

  • Garante recursos imediatos aos herdeiros.
  • Reduz o impacto tributário.
  • Preserva o patrimônio da família.

O seguro de vida também é uma excelente alternativa para o acordo de acionistas, facilitando a recompra da participação de um acionista, no caso do seu falecimento.

Um gesto de cuidado e responsabilidade

Contratar um seguro de vida é um ato de planejamento e amor. É garantir que, mesmo na sua ausência ou diante de uma limitação, sua família tenha os recursos necessários para seguir em frente, com segurança e dignidade.

Quando uma família está protegida, tem mais segurança para consumir, menos dependência do Estado e mais capacidade de se reerguer diante de uma adversidade.

Diante de um cenário marcado por incertezas econômicas, envelhecimento da população e crescimento do trabalho informal, o seguro de vida se consolida como um dos pilares do planejamento financeiro no Brasil.

Portanto, se você só tem o seguro de vida contratado por sua empresa ou não tem um seguro de vida ou ainda não revisa sua apólice há algum tempo, entre em contato com a Fiduciam Corretora de Seguros e busque uma orientação acerca do seu momento de vida. Afinal, a vida é imprevisível — mas os danos causados pelos imprevistos podem (e devem) ser minimizados.

Carlos Renato Martins de Queiroz

CEO da Fiduciam Corretora de Seguros

(21) 98399-1166 carlosqueiroz@fiduciam.com.br

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